Marcello Lopes, conhecido como "Marcellão" e marqueteiro de Flávio Bolsonaro, deixou a pré-campanha presidencial na noite de quarta-feira. O anúncio oficial veio após uma série de insatisfações com a gestão da comunicação durante a crise do caso Master e momentos de turbulência na imagem do senador.
Segundo fontes, a decisão foi tomada em encontro em São Paulo, horas antes da saída ser divulgada. Lopes optou por focar na sua empresa e retornar aos Estados Unidos por motivos familiares, encerrando seu ciclo na campanha. Sua saída ocorre em meio a dificuldades na reação rápida às notícias advindas do caso Master, além de questionamentos internos sobre a estratégia de comunicação adotada.
Desde o início do caso, aliados de Flávio manifestaram preocupação com a dependência excessiva do círculo de confiança do senador na condução da comunicação, o que comprometeu a agilidade necessária para conter uma crise que afetou sua imagem. A controvérsia envolvendo versões não alinhadas sobre relações com Daniel Vorcaro e o financiamento do documentário "Dark Horse" reforçou esse desgaste.
Para assumir o comando da estratégia de comunicação, a campanha anunciou a contratação do publicitário Eduardo Fischer, veterano na área e responsável por campanhas de grande impacto nacional, como "Baby Telesp Celular" e a revitalização do personagem "Baixinho da Kaiser". Fischer, considerado um dos pioneiros na comunicação integrada no Brasil, traz experiência e reconhecimento, com mais de 700 prêmios e cinco vezes eleito "Publicitário do Ano".
A troca na equipe de comunicação busca reposicionar a campanha de Flávio e recuperar a iniciativa política frente às adversidades do cenário atual.