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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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Centrão avalia se afastar de Flávio Bolsonaro se vínculo gerar desgaste

Centrão pode se afastar de Flávio Bolsonaro se ligá-lo gerar desgaste eleitoral, aponta cientista político

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Centrão avalia se afastar de Flávio Bolsonaro se vínculo gerar desgaste

O impacto do caso Master envolvendo o senador Flávio Bolsonaro pode levar o Centrão a se distanciar do parlamentar se perceber que a proximidade prejudica suas perspectivas eleitorais. A análise é do cientista político Claudio Gonçalves Couto, professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

Ele aponta que partidos do bloco, como PP, Republicanos e União Brasil, tendem a adotar uma postura neutra no primeiro turno, apoiando candidatos que não tragam ônus eleitoral. Segundo Couto, o Centrão não possui compromissos ideológicos sólidos, focando na manutenção de suas vantagens no Congresso.

Durante entrevista na GloboNews, Couto afirmou que, diante das recentes revelações e contradições do senador, há uma possibilidade de recalibrar alianças, especialmente se novas provas agravarem sua situação. Ele destacou que o fecho de apoio por parte de partidos menores pode ocorrer só no segundo turno, após um primeiro movimento de neutralidade.

O especialista comentou também a mudança na postura de Flávio Bolsonaro, que após o caso revelado pelo Metrópoles, confirmou visitas a Daniel Vorcaro, diferentemente de sua negação inicial. Couto avalia que admitir fatos e tentar normalizá-los pode ser uma estratégia de menor dano, mas o conflito com discursos antigos de negação complica a imagem do senador.

Quanto ao futuro do apoio do Centrão, Couto acredita que a tendência é de maior autonomia, com os partidos preferindo não se comprometer com alianças que possam acarretar desgaste, podendo optar por apoiar candidatos distintos no primeiro e segundo turnos.

Ele também destacou a posição do PSD, que apesar de integrado ao Centrão, mantém candidatura própria e pode se consolidar como alternativa para quem busca evitar escândalos ligados a Bolsonaro ou Flávio Bolsonaro, ampliando sua força na eleição nacional.

Nós partidos que compõem o Centrão, Couto reforça, a ausência de compromisso ideológico impõe uma postura volátil. Assim, a influência de apoio ao governo Bolsonaro deve diminuir ainda mais no cenário eleitoral de 2026, com muitos partidos optando por não se vincular definitivamente antes do segundo turno, dependendo do crescimento das candidaturas de direita.

Fonte: O Globo

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