O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) oficializou sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo nesta sexta-feira (15), em um evento em Campinas que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ato, com forte tom eleitoral, serviu de palco para Flávio Bolsonaro defender sua pré-candidatura à Presidência e criticar o presidente Lula (PT).
O evento ocorreu em meio à crise na pré-campanha de Flávio Bolsonaro, marcada pela divulgação de conversas com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre o financiamento do filme "Dark Horse". Apesar das polêmicas, o senador minimizou o impacto das mensagens e afirmou que vencerá as eleições em primeiro turno.
Em seu discurso, Flávio Bolsonaro atacou o presidente Lula, o site The Intercept Brasil, que revelou as mensagens, e o que chamou de "esquema do PT". Ele também prometeu "libertar" seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, da prisão domiciliar e levá-lo para a rampa do Planalto em janeiro de 2027.
Derrite, por sua vez, declarou que Flávio Bolsonaro será o "próximo presidente do Brasil" e ressaltou a importância de eleger uma maioria conservadora no Senado para "frear os abusos do Judiciário". Tarcísio de Freitas também criticou o PT e pediu um "cartão vermelho" para a sigla nas eleições de outubro, elogiando a atuação de Derrite na Secretaria de Segurança Pública.
A chapa ao Senado por São Paulo tem gerado atritos na direita. Enquanto Derrite representa a ala mais ideológica ligada ao bolsonarismo, o PL indicou o deputado estadual André do Prado, visto como um nome mais moderado e com maior capacidade de diálogo. O ex-ministro Ricardo Salles, pré-candidato independente, criticou o acordo entre PL e o grupo de Bolsonaro.
Vicente Santini foi confirmado como suplente de Derrite. Rogério Marinho e Sérgio Moro também prestigiaram o evento.