O dólar fechou em R$ 5,06 nesta sexta-feira (15), o maior valor em um mês, refletindo a aversão global ao risco e incertezas políticas internas. A tensão no Oriente Médio, a pressão inflacionária internacional e o avanço dos juros no Japão contribuíram para a alta da moeda. O Ibovespa, a bolsa brasileira, também sentiu o impacto, encerrando o dia em queda de 0,61%, aos 177.284 pontos. A volatilidade foi influenciada pela instabilidade geopolítica e por notícias relacionadas a figuras políticas brasileiras.
O cenário internacional ganhou contornos de apreensão com a escalada das tensões entre Irã e Estados Unidos, elevando os preços do petróleo. O barril Brent subiu 3,35%, a US$ 109,26. A possibilidade de aumento dos juros nos EUA pelo Federal Reserve, diante da persistência da inflação, também contribuiu para o movimento de aversão ao risco. No Brasil, a instabilidade política adicionou um elemento de cautela aos investidores.
A alta do dólar foi impulsionada pela reversão do fluxo de 'carry trade', com investidores retirando capital de mercados emergentes. A divisa acumulou alta de 3,48% na semana. As ações da Petrobras apresentaram sustentação para o Ibovespa em parte do pregão. O mercado de ações em Nova York também operou em baixa, com o S&P 500 caindo 1,23%.