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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Cláudio Castro se defende de acusações em operação da PF sobre fraudes

Ex-governador Cláudio Castro nega favorecimento à Refit em meio a operação da PF. Castro alega que sua gestão recuperou mais de R$ 1 bilhão em impostos devidos pela empresa.

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Cláudio Castro se defende de acusações em operação da PF sobre fraudes

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, veio a público nesta sexta-feira (16/05/2026) para se defender das suspeitas de favorecer a empresa Refit, alvo de operação da Polícia Federal por supostas fraudes no setor de combustíveis. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Castro negou as acusações e afirmou que sua gestão foi a única a cobrar impostos devidos pela companhia, resultando na devolução de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

Castro rebateu a alegação de que teria sancionado a Lei 225/2025, conhecida como Lei Ricardo Magro, para beneficiar a Refit. Ele explicou que a lei atendeu a uma recomendação do Conselho Nacional de Secretários de Fazenda e que a empresa já possuía um acordo de pagamento com o estado antes de sua criação. O ex-governador também mencionou que a renegociação de parte das dívidas da Refit foi resultado de uma decisão judicial que obrigou o estado a cumprir uma lei estadual de 2022, de autoria do então presidente André Ceciliano (PT).

A Polícia Federal, em relatório entregue ao STF, descreveu o caso como a "mais latente e exitosa frente de espoliação do Estado do Rio de Janeiro pela criminalidade organizada nos últimos anos". Os investigadores apontam que a influência da empresa se estendeu a diversos órgãos estatais e que, enquanto Castro participava de reuniões contra o crime organizado, também esteve presente em evento patrocinado pela Refit e se reuniu com um líder de organização criminosa.

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