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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Cláudio Castro nega favorecimento à Refit em vídeo após operação da PF

Ex-governador do Rio de Janeiro se manifesta em vídeo após operação da PF investigar supostas fraudes e favorecimento à empresa Refit. Castro nega irregularidades e destaca acordo que recuperou R$ 1 bilhão para o estado.

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Cláudio Castro nega favorecimento à Refit em vídeo após operação da PF

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, se defendeu em vídeo divulgado nas redes sociais após se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que apura fraudes no setor de combustíveis. Castro negou ter agido para beneficiar a empresa Refit, de Ricardo Magro, e afirmou estar à disposição das autoridades.

Segundo a PF, Castro teria direcionado o governo do Rio para atender aos interesses da Refit. Em sua defesa, o ex-governador destacou que o Rio de Janeiro foi o único estado a cobrar impostos devidos pela empresa, resultando na devolução de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos através de um acordo.

Castro também refutou a alegação de que a Lei 225/2025, apelidada de Lei Ricardo Magro, teria sido sancionada para favorecer a empresa. Ele explicou que a lei foi baseada em recomendação do Conselho Nacional de Secretários de Fazenda e que a Refit já possuía um acordo de pagamento com o estado antes de sua criação. Castro atribuiu a renegociação de parte das dívidas a uma decisão judicial que obrigou o estado a cumprir uma lei estadual aprovada em 2022, de autoria do então presidente André Ceciliano (PT).

A PF descreveu o caso como a "mais latente e exitosa frente de espoliação do Estado do Rio de Janeiro pela criminalidade organizada nos últimos anos", apontando a "capilaridade" da empresa em diversos órgãos estatais. Os investigadores afirmaram que, enquanto Castro participava de reuniões contra o crime organizado, ele também esteve presente em evento patrocinado pela Refit e reuniu-se com o líder de uma organização criminosa.

Fonte: O Globo

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