O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, se defendeu em vídeo divulgado nas redes sociais após se tornar alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga fraudes no setor de combustíveis. Castro negou ter favorecido a empresa Refit, de Ricardo Magro, e afirmou estar à disposição das autoridades.
Segundo a PF, Castro teria direcionado o governo do Rio para atender interesses da Refit. Em resposta, o ex-governador destacou que o Rio de Janeiro foi o único estado a cobrar impostos devidos pela empresa, resultando na devolução de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos por meio de um acordo.
Castro também refutou a acusação de ter sancionado a Lei 225/2025, conhecida como Lei Ricardo Magro, para beneficiar a empresa. Ele explicou que a lei foi uma recomendação do Conselho Nacional de Secretários de Fazenda e que a Refit já possuía um acordo de pagamento com o estado antes da sua criação, através de uma decisão judicial que obrigou o estado a cumprir uma lei estadual de 2022, de autoria do então presidente André Ceciliano (PT).
A PF descreveu o caso como a "mais latente e exitosa frente de espoliação do Estado do Rio de Janeiro pela criminalidade organizada nos últimos anos", apontando a capilaridade do grupo empresarial em diversos órgãos estatais. Os investigadores afirmam que, enquanto Castro participava de reuniões de combate ao crime organizado, ele também esteve presente em evento patrocinado pela Refit e se reuniu com o líder de uma organização criminosa.