O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, declarou nesta sexta-feira (16) que não atuou para favorecer a Refit, empresa do setor de combustíveis alvo de operação da Polícia Federal por suspeitas de fraudes. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Castro afirmou que o Rio de Janeiro foi o único estado a cobrar impostos devidos pela companhia, resultando na devolução de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.
Castro rebateu as acusações de que teria sancionado a Lei 225/2025, conhecida como Lei Ricardo Magro, para beneficiar a empresa. Ele explicou que a lei foi baseada em recomendação do Conselho Nacional de Secretários de Fazenda e que a Refit já possuía um acordo de pagamento com o estado antes mesmo da sua criação. Segundo o ex-governador, a renegociação de parte das dívidas pela empresa ocorreu por força de decisão judicial que obrigou o estado a cumprir uma lei estadual de 2022, de autoria do então presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT).
A Polícia Federal aponta que o caso envolve a "mais latente e exitosa frente de espoliação do Estado do Rio de Janeiro pela criminalidade organizada nos últimos anos". Em relatório ao STF, a PF menciona que a influência da empresa se estendeu a diversos órgãos estatais. Os investigadores afirmam que, enquanto Castro participava de reuniões sobre combate ao crime organizado, ele também esteve presente em evento patrocinado pela Refit e se reuniu com o líder de uma organização criminosa voltada à dilapidação do erário fluminense.