O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, se defendeu nesta sexta-feira (16/05/2026) de acusações de favorecimento à empresa Refit, alvo de operação da Polícia Federal por suspeitas de fraudes no setor de combustíveis. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Castro afirmou que o Rio de Janeiro foi o único estado a cobrar impostos devidos pela companhia, resultando na devolução de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.
Castro rebateu as alegações de que teria sancionado a Lei 225/2025, conhecida como Lei Ricardo Magro, para beneficiar a empresa. Ele explicou que a lei foi uma recomendação do Conselho Nacional de Secretários de Fazenda e que a renegociação de parte das dívidas da Refit ocorreu por decisão judicial, baseada em lei estadual de 2022, de autoria do então presidente da Alerj, André Ceciliano (PT).
A Polícia Federal investiga o caso como uma das maiores fontes de desvio de recursos públicos no Rio de Janeiro nos últimos anos. Relatório enviado ao STF aponta que a influência da empresa se estendeu a diversos órgãos estatais. Investigadores afirmam que, enquanto Castro participava de reuniões de combate ao crime organizado, também esteve presente em evento patrocinado pela Refit e reuniu-se com lideranças ligadas a fraudes contra o estado.