A Polícia Federal (PF) pediu a prisão preventiva do empresário Ricardo Magro, controlador do grupo Refit e da Refinaria de Manguinhos. Segundo a PF, a liberdade de Magro permitiria a continuidade de crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra a ordem econômica.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Ministério Público Federal (MPF) concordaram com o pedido, apontando Magro como a "principal liderança e beneficiário das fraudes". O empresário é considerado foragido e representa um risco à aplicação da lei e à ordem pública.
A PF também solicitou a inclusão de Magro na lista da Interpol para garantir sua extradição ao Brasil. Investigações apontam que ele comete fraudes no exterior, escoando lucros para fora do país.
O ministro Alexandre de Moraes acolheu os pedidos, citando a necessidade de resguardar a ordem pública e econômica, além da conveniência da instrução criminal.
Magro foi alvo da Operação Sem Refino, que apura suspeitas de fraude no setor de combustíveis. O empresário foi o único com mandado de prisão expedido na operação, que também investigou o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
A operação identificou o uso de celulares cadastrados em nome de pessoas falecidas para comunicações suspeitas, indicando tentativa de ocultação de identidade.