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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

INVESTIGAÇÃO

PF: Fazenda do RJ sob Castro atuou como extensão da Refit

PF afirma que Secretaria de Fazenda do RJ, na gestão de Cláudio Castro, funcionou como extensão do Grupo Refit. Operação Sem Refino investiga ocultação de patrimônio e evasão de divisas. Ex-governador e empresário Ricardo Magro são alvos.

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PF: Fazenda do RJ sob Castro atuou como extensão da Refit

A Polícia Federal (PF) aponta que a Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro, durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL), operou como um braço do Grupo Refit, conglomerado do setor de combustíveis pertencente ao empresário Ricardo Magro. A informação consta em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Sem Refino nesta sexta-feira (15 de maio de 2026).

A operação investiga suspeitas de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior envolvendo empresas de combustíveis. De acordo com a PF, a Secretaria de Fazenda teria facilitado as operações do Grupo Refit e agido para afastar concorrentes no mercado fluminense.

Investigadores afirmam que o governo estadual, sob as diretrizes de Castro, empenhou a máquina pública em favor do grupo de Magro, dono da Refinaria de Manguinhos. O ex-governador foi alvo de busca e apreensão em sua residência, onde foram recolhidos um tablet e um celular. Sua defesa informou que ele colaborou com a ação.

Ricardo Magro é considerado foragido e teve prisão preventiva decretada, com inclusão na Difusão Vermelha da Interpol. São alvos da operação também o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual, o ex-procurador do estado Renan Saad e um policial civil.

A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. Mais de R$ 700 mil em espécie foram apreendidos, parte em poder do policial civil.

As investigações integram apurações sobre conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no Rio de Janeiro. A Refit negou as irregularidades em nota, alegando que as operações prejudicam a concorrência e que a atual gestão tem regularizado passivos tributários, com pagamentos de R$ 1 bilhão ao Estado do Rio no último exercício.

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