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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Moraes vota para processar policiais por obstrução em caso Marielle

Ministro Alexandre de Moraes votou para tornar réus policiais acusados de integrar associação criminosa que atuou para obstruir investigações sobre o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Julgamento ocorre no STF.

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Moraes vota para processar policiais por obstrução em caso Marielle

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela abertura de ação penal contra os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto. Eles são acusados de formar uma associação criminosa armada para obstruir investigações de homicídio no Rio de Janeiro, incluindo o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O julgamento está em andamento na Primeira Turma do STF.

A denúncia, oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em fevereiro, aponta que Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil no Rio, liderava a organização. Segundo a PGR, o grupo visava garantir a impunidade de crimes cometidos por organizações criminosas e milícias. A atuação envolvia atos diretos de obstrução de justiça e omissões.

Moraes considerou que a denúncia apresentou materialidade e indícios suficientes de autoria. Ele entende que os policiais aderiram ao plano dos irmãos Brazão, Domingos e Chiquinho, cujas mortes de Marielle e Anderson foram planejadas, com o compromisso de assegurar a impunidade deles.

O ministro também destacou indícios de que os denunciados agiam em conluio para obstruir diversas investigações de homicídios na cidade. A PGR apresentou dados que, em tese, vinculam o trio de policiais a uma estrutura criminosa com outros agentes, com o objetivo de cometer crimes, incluindo a obstrução de apurações de homicídios.

"A Procuradoria-Geral da República descreveu detalhadamente as condutas criminosas de Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto, assim como demonstrou os indícios de materialidade dos acusados no âmbito da estrutura criminosa", afirmou Moraes.

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