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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Lula: Relação Flávio Bolsonaro-Vorcaro é caso de polícia

Em visita à Bahia, presidente Lula classifica relação entre senador Flávio Bolsonaro e banqueiro preso por fraudes financeiras como "caso de polícia".

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Lula: Relação Flávio Bolsonaro-Vorcaro é caso de polícia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta quinta-feira (14) a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes financeiras, como um "caso de polícia". A declaração ocorreu durante visita à fábrica de fertilizantes Fafen, em Camaçari (BA).

"Eu não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia", disse Lula, em resposta a questionamento de jornalista.

O caso envolve reportagem do portal The Intercept Brasil, que aponta que Flávio Bolsonaro teria articulado repasses de R$ 134 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo seria financiar um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Daniel Vorcaro está preso e é suspeito de liderar uma organização criminosa que realizava fraudes financeiras através do Banco Master, cuja liquidação foi decretada pelo Banco Central no fim do ano passado.

A reportagem do Intercept revelou um áudio do senador mencionando a necessidade de envio de recursos para pagar "parcelas para trás" para a realização do filme. Mensagens de WhatsApp e documentos indicam que parte do pagamento teria ocorrido entre fevereiro e maio de 2025.

As últimas conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, datadas do início de novembro, ocorreram em um período crítico para o Banco Master. Pouco depois, o Banco Central decretou a liquidação da instituição e a PF prendeu o banqueiro.

O filme estaria sendo produzido no exterior, com previsão de lançamento para este ano. O apoio financeiro envolveria transferências internacionais de uma empresa de Vorcaro para um fundo nos EUA gerido por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

Deputados da base governista apresentaram denúncias à PF e à Receita Federal para apurar possíveis ilegalidades nas transações e se os recursos teriam relação com propina.

Em resposta à reportagem, Flávio Bolsonaro admitiu ter pedido o recurso e mantido relação com Vorcaro, mas classificou a questão como privada. "Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet", declarou o senador, que conheceu o banqueiro em dezembro de 2024, após o fim do governo Bolsonaro.

O parlamentar negou ter combinado vantagens indevidas e acusou o governo Lula de "relações espúrias com Vorcaro". Ele pediu a abertura de uma CPI para investigar o caso.

Flávio Bolsonaro também compartilhou um vídeo repetindo os argumentos, afirmando que Vorcaro parou de honrar com as parcelas de patrocínio prometidas em contrato.

Fonte: Agência Brasil

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