O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), expressou nesta sexta-feira (15 de maio de 2026) a expectativa de que o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, alvo de operação da Polícia Federal (PF), demonstre sua inocência. A declaração foi feita no quartel-general da Polícia Militar do Rio, ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL).
"Esperamos que ele possa ter seu amplo direito de defesa garantido e que ele possa apresentar sua defesa e mostrar sua inocência", afirmou Sóstenes, respondendo a questionamentos do jornal O Globo. O deputado evitou prever o impacto da operação na pré-candidatura de Castro ao Senado.
Cavalcante também defendeu Flávio Bolsonaro, cujos áudios enviados ao banqueiro Daniel Vorcaro para cobrança de dinheiro foram veiculados. Segundo o líder do PL, o vazamento seria uma tentativa de ataque do governo ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Já estamos avisados de que outros três ataques, iguais ou maiores, virão, porque é típico da esquerda querer manchar os outros com a própria lama", declarou.
Sobre a relação do bolsonarismo com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), após a reação de Zema à veiculação dos áudios de Flávio, Sóstenes disse que o PL tem sido pressionado por parlamentares a romper alianças. Ele mencionou que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também tem sido "atacado" pelo deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP).
O tema será discutido com Valdemar Costa Neto na próxima semana, mas, segundo Sóstenes, "não está na hora de tomar decisão nenhuma". "Política não se faz no campo das emoções. Acho que é preciso usar muito a razão para fazer política", ponderou.
Flávio Bolsonaro classificou a reação de Zema como "precipitada" e disse que o governador "merecia, ao menos da parte dele, o benefício da dúvida". O caso gerou reações dos irmãos de Flávio, Eduardo e Cláudio, e do diretório do Novo no Sul do país.
Fonte: O Globo