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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Líder do PL defende Castro e critica ataques ao bolsonarismo

Deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) defende Cláudio Castro após operação da PF e critica "ataques" do governo contra o bolsonarismo. Relação com o Novo também é tema de debate.

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Líder do PL defende Castro e critica ataques ao bolsonarismo

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da legenda na Câmara, manifestou nesta sexta-feira (15) a expectativa de que o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, alvo de operação da Polícia Federal, prove sua inocência. A declaração ocorreu no Rio de Janeiro, ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL), que também tem enfrentado questionamentos.

"Esperamos que ele possa ter seu amplo direito de defesa garantido e que ele possa apresentar sua defesa e mostrar sua inocência", disse Sóstenes a jornalistas. Ele evitou cravar se a operação afetaria a pré-candidatura de Castro ao Senado.

Cavalcante comparou a situação a possíveis perseguições políticas que, segundo ele, fortalecem candidaturas. "Existem candidaturas que, quanto mais são perseguidas, mais se fortalecem", afirmou.

O líder do PL também saiu em defesa de Flávio Bolsonaro, cujos áudios enviados ao banqueiro Daniel Vorcaro foram veiculados. Sóstenes classificou a divulgação como um "ataque" orquestrado pelo governo contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Já estamos avisados de que outros três ataques, iguais ou maiores, virão, porque é típico da esquerda querer manchar os outros com a própria lama", declarou.

Sobre a relação entre o PL e o partido Novo, após reações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), à veiculação dos áudios de Flávio, Sóstenes afirmou que tem sido pressionado por parlamentares a romper alianças.

Ele mencionou que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também tem sido alvo de críticas por parte do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP). O assunto será discutido com Costa Neto na próxima semana, mas Sóstenes ponderou que "não está na hora de tomar decisão nenhuma".

"Política não se faz no campo das emoções. Acho que é preciso usar muito a razão para fazer política", completou.

Flávio Bolsonaro havia classificado a reação de Zema como "precipitada" e defendeu o "benefício da dúvida" para o senador. O caso gerou reações de outros membros da família Bolsonaro e do diretório do Novo no Sul do país.

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