A Justiça do Rio de Janeiro homologou, na madrugada desta sexta-feira (15), o plano de recuperação judicial da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo. A decisão do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial do Rio, atende ao pedido feito pelo clube na quinta-feira (14), após a eliminação na Copa do Brasil.
O passivo declarado pelo Botafogo, sujeito à recuperação, é de R$ 1,2 bilhão. A dívida total ultrapassa R$ 2,5 bilhões, incluindo cerca de R$ 400 milhões em débitos tributários.
Com a homologação, a SAF terá 60 dias para apresentar um plano detalhado de soerguimento, definindo como as dívidas serão equacionadas e como a operação do clube será mantida. Há expectativa de que os três impedimentos de contratação (transfer bans) impostos pela FIFA sejam suspensos.
O clube criticou publicamente a gestão do ex-dono da SAF, John Textor, acusando a administração da Eagle Football de "absoluto descompromisso com a estabilidade financeira e institucional". Segundo a nota oficial do Botafogo, mais de R$ 900 milhões deixaram de retornar ao clube, enquanto outros ativos do grupo receberam investimentos substanciais.
A recuperação judicial visa proteger o clube, reorganizar suas finanças, honrar compromissos e garantir a continuidade do projeto esportivo.