A Justiça do Rio de Janeiro autorizou, na madrugada desta sexta-feira (15/05/2026), a recuperação judicial da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo. O juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial do Rio, acatou o pedido feito pelo clube na véspera, após a eliminação na Copa do Brasil.
O passivo declarado pela SAF do Botafogo para fins de recuperação judicial é de R$ 1,2 bilhão. A dívida total do clube ultrapassa os R$ 2,5 bilhões, incluindo cerca de R$ 400 milhões em débitos tributários.
A SAF terá agora 60 dias para apresentar um plano de soerguimento, detalhando como pretende equacionar as dívidas e manter as operações. A expectativa é que a recuperação judicial suspenda os três transfer bans impostos pela FIFA, relacionados às contratações de Rwan Cruz, Santi Rodríguez e Thiago Almada.
Em nota oficial divulgada na noite de quinta-feira (14/05/2026), o Botafogo informou que o pedido de recuperação judicial foi uma medida necessária para proteger o clube, preservar suas atividades e garantir a continuidade do projeto esportivo. O clube criticou o que chamou de "absoluto descompromisso com a estabilidade financeira e institucional" por parte da gestão anterior, liderada pelo empresário John Textor.
O Botafogo alegou que a gestão de Textor retirou mais de R$ 900 milhões do clube, enquanto outros ativos do Grupo Eagle receberam investimentos. A nota finaliza afirmando que a recuperação judicial é o instrumento legal para reestruturar as finanças, honrar compromissos e garantir que o Botafogo continue forte para as próximas gerações.