O empresário Marcos Lamacchia, principal interessado na compra da SAF do Vasco, se tornou alvo de sondagens de outros clubes brasileiros, como Botafogo e Fluminense. A movimentação ocorre enquanto o Cruzmaltino busca acelerar a negociação, que se arrasta desde o meio do ano passado.
A prospecção de Lamacchia por rivais cariocas adiciona uma nova camada de complexidade ao processo. O Botafogo também está em negociações pela sua própria SAF, enquanto o Fluminense busca um investidor por meio da Lazuli.
Dirigentes de Vitória e Santos também demonstraram interesse em Lamacchia, em meio às próprias discussões sobre a transformação de seus times em SAFs. A CBF, através de questionamentos, acompanha de perto os movimentos no mercado.
Diante deste cenário, o Vasco pressiona por um avanço interno na negociação. O acordo entre o empresário e o presidente Pedrinho está praticamente fechado, mas ainda passa por avaliações criteriosas da diretoria e do departamento jurídico.
Lamacchia, CEO da Blue Star Asset Management, é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e filho de José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa. Essa relação familiar levanta questionamentos na CBF, que possui restrições a negócios envolvendo pessoas ligadas em parentesco em diferentes clubes, devido às regras de fair play financeiro.
A diretoria vascaína busca segurança jurídica para a operação, mas enfrenta divergências internas e pressão da oposição, que temem um novo revés como o ocorrido com a 777 Partners.
O presidente Pedrinho autorizou o jurídico a ser rigoroso, mas defende o avanço do acordo comercial. Entre os pontos em debate, está o pedido de Lamacchia para ter poder de veto na indicação do Conselho de Administração da SAF, embora o clube mantenha a posição.
O empresário também aceitou o termo para que o investimento na venda de jogadores seja reinvestido no elenco. A expectativa é que a venda de 90% da SAF do Vasco seja concretizada nas próximas semanas, após ajustes finos no contrato.