O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou nesta quinta-feira (15) que recursos pedidos ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme "Dark Horse" (o Azarão) tenham beneficiado seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro. Em entrevista à Globo News, Flávio afirmou que o montante aportado por Vorcaro foi direcionado ao longa por meio do fundo Havengate Development Fund LP, gerido pelo advogado de Eduardo e sediado no Texas, nos Estados Unidos.
"Todos os recursos aportados nesse fundo, específico para produção do filme, foram integralmente utilizados para fazer o filme", declarou Flávio.
A Polícia Federal investiga se o dinheiro foi realmente usado para financiar a produção cinematográfica ou se serviu como fachada para a remessa de valores. Conversas divulgadas pelo Intercept Brasil na quarta-feira (14) mostram Flávio pedindo a Vorcaro o pagamento de "parcelas" para financiar um filme biográfico sobre o pai, a ser lançado próximo às eleições de outubro.
Flávio disse que desconhecia qualquer irregularidade envolvendo Vorcaro e que o contrato de financiamento continha cláusula de confidencialidade. O senador admitiu ter sugerido um encontro entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-banqueiro, mas afirmou que o encontro não ocorreu.
O senador também foi questionado sobre uma operação da PF envolvendo mensagens de Vorcaro e o senador Ciro Nogueira (PI). Flávio afirmou que citou Ciro Nogueira como uma possível opção de vice como "um gesto a um presidente de partido importante", mas que o senador do PP terá que se explicar sobre as acusações.