O filme "Dark Horse", cinebiografia baseada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, está gerando polêmica a meses de sua estreia, marcada para 11 de setembro de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, um aporte financeiro para a produção da obra. O valor repassado por Vorcaro, R$ 62 milhões entre fevereiro e maio de 2025, ultrapassa o orçamento de produções brasileiras de sucesso como "O Agente Secreto" (R$ 28 milhões) e "Ainda Estou Aqui" (R$ 45 milhões), este último premiado no Oscar. A informação foi divulgada inicialmente pelo The Intercept Brasil e confirmada pelo GLOBO.
O ator americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus em "A Paixão de Cristo", assume o papel de Jair Bolsonaro. Ele passou três meses no Brasil para as gravações. O elenco conta ainda com a atriz americana Camille Guaty como Michelle Bolsonaro, Edward Finlay como Eduardo Bolsonaro e Marcus Ornellas como o senador Flávio Bolsonaro. Sergio Barreto interpreta Carlos Bolsonaro.
Dirigido por Cyrus Nowrasteh, o filme também inclui nomes internacionais como Lynn Collins e Esai Morales, além do brasileiro Felipe Folgosi. As filmagens ocorreram no Brasil e nos Estados Unidos, retratando momentos da carreira política de Bolsonaro, desde sua atuação como deputado até a campanha presidencial de 2018, incluindo a facada.
A produção busca alcançar o público internacional, ao mesmo tempo em que Bolsonaro enfrenta condenações judiciais, incluindo uma pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, com prisão preventiva desde novembro de 2025.