O dólar voltou a subir nesta sexta-feira (15), fechando o dia a R$ 5,06, o maior valor em um mês. A bolsa brasileira, Ibovespa, acompanhou o cenário de incertezas e encerrou o pregão em queda de 0,61%, aos 177.284 pontos.
O dia foi marcado pela aversão global ao risco, impulsionada pela guerra no Oriente Médio e pela pressão inflacionária internacional, que aumentou as chances de alta de juros no Japão. Internamente, o ruído político também contribuiu para a volatilidade do mercado.
A moeda estadunidense encerrou o dia cotada a R$ 5,067, com alta de 1,63%. Em forte valorização durante todo o dia, a cotação chegou a atingir R$ 5,08 no início da tarde.
No cenário internacional, o Federal Reserve (Fed) pode elevar os juros nos Estados Unidos devido à persistência da inflação global, pressionada pela alta do petróleo e pelas tensões geopolíticas envolvendo Irã e Estados Unidos. A perspectiva de alta de juros pelo Banco do Japão também desestimulou operações de 'carry trade', levando à reversão de fluxo de capital de economias emergentes.
No Brasil, desdobramentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro aumentaram a percepção de risco e a busca por proteção na moeda americana.
O desempenho negativo da bolsa acompanhou o cenário internacional, com quedas em Nova York. Os preços do petróleo também subiram mais de 3% devido ao aumento das tensões no Oriente Médio.