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sábado, 17 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Dólar avança para R$ 5,06 com tensões globais e políticas

Dólar sobe para R$ 5,06 e bolsa cai com tensões globais e ruído político. Guerra no Oriente Médio, inflação e incertezas fiscais e políticas internas pressionam mercados.

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Dólar avança para R$ 5,06 com tensões globais e políticas

O dólar fechou a sexta-feira (15) acima de R$ 5, atingindo o maior patamar em um mês. A bolsa brasileira, por sua vez, registrou queda em um dia marcado pela instabilidade nos cenários internacional e doméstico. A aversão global ao risco foi impulsionada pela guerra no Oriente Médio, pela pressão inflacionária global que eleva expectativas de aumento de juros no Japão, e pelo acirramento das tensões políticas no Brasil.

A moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 5,067, com valorização de 1,63%. Durante o pregão, a cotação chegou a R$ 5,08, antes de desacelerar no fim da tarde. Na semana, o dólar comercial acumulou alta de 3,48%, mas apresenta queda de 7,70% no acumulado de 2026. O valor atual é o mais alto desde 8 de abril, quando fechou a R$ 5,10.

O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 177.284 pontos, com recuo de 0,61%. O mercado de ações operou sob pressão durante todo o dia, refletindo o ambiente externo mais defensivo e o aumento das preocupações fiscais e políticas internas. O índice chegou a cair mais de 1% pela manhã, mas reduziu as perdas ao longo do dia, com sustentação das ações da Petrobras.

No cenário internacional, o Federal Reserve (Fed) pode elevar os juros nos EUA devido à persistência da inflação global, pressionada pela alta do petróleo e pelas tensões geopolíticas entre Irã e Estados Unidos. A inflação ao produtor no Japão acelerou para 4,9% em abril, levando os juros dos títulos públicos japoneses de dez anos a atingirem o maior nível desde 1999.

A perspectiva de alta de juros pelo Banco do Japão incentivou investidores a desmontarem operações de carry trade, onde recursos de países com juros baixos (como o Japão) são aplicados em mercados com taxas mais elevadas (como o Brasil). Essa reversão de fluxo fortaleceu o dólar e retirou capital de economias emergentes.

No Brasil, desdobramentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro aumentaram a incerteza, ampliando a busca por proteção na moeda americana.

Os preços do petróleo subiram mais de 3%, impulsionados pelas crescentes tensões no Oriente Médio e pela falta de avanços nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial. O barril do Brent fechou em alta de 3,35%, a US$ 109,26, e o WTI avançou 4,2%, a US$ 105,42.

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