O Botafogo está fora da Copa do Brasil. A derrota por 2 a 0 para a Chapecoense, na noite de ontem (14), selou a eliminação do time alvinegro no torneio nacional. O resultado agrava a crise que já assola o clube, evidenciando o fracasso da temporada, que já contou com a precoce saída na pré-Libertadores. Além disso, o revés impacta negativamente a já delicada situação financeira da SAF, que contava com a premiação da Copa do Brasil como fonte de receita.
A Chapecoense, com gols de Marcinho e Bolasie, ambos no primeiro tempo, garantiu a classificação e faturou R$ 3 milhões. O lateral-esquerdo Alex Telles lamentou o desempenho da equipe: "Não começamos bem, não controlamos o jogo e demos o primeiro tempo para a Chapecoense jogar. A culpa é nossa, dos jogadores. Tínhamos a obrigação de passar. É pedir desculpa ao torcedor".
A atuação apática e a falta de poder de finalização do Botafogo foram pontos cruciais para a eliminação. Os jogadores desperdiçaram oportunidades claras de gol que poderiam ter levado a partida, no mínimo, para a disputa de pênaltis.
No entanto, a responsabilidade pela eliminação e pelo caos vivido pelo clube vai além das quatro linhas. O técnico português Franclim Carvalho, apesar de ajustes em relação à última partida, cometeu erros na escalação e na estratégia. A insistência em posicionar Danilo como volante, recuando o jogador para a saída de bola, prejudicou a construção de jogadas e afastou o artilheiro da área. A dificuldade na transição defensiva, com a linha de zaga alta, expôs a equipe.
A diretoria também é alvo de críticas. A ausência de John Textor, figura cada vez mais distante do comando, levanta questionamentos sobre as decisões tomadas. Em meio ao cenário de instabilidade, o Botafogo busca iniciar uma reestruturação administrativa. Eduardo Iglesias foi indicado para o cargo de CEO da SAF, substituindo Durcesio Mello.