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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

STF debate lei de equiparação salarial entre homens e mulheres

Supremo Tribunal Federal analisa constitucionalidade de lei que exige equiparação salarial entre gêneros. Corte debate ações da CUT, CNI e Partido Novo. Julgamento segue nesta sexta-feira.

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STF debate lei de equiparação salarial entre homens e mulheres

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quinta-feira (13) o julgamento que definirá a constitucionalidade da lei que estabelece a igualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil. A Corte analisa três ações sobre o tema: uma apresentada pela CUT, a favor da lei, e duas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Partido Novo, que questionam a norma.

A lei, sancionada em julho de 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa garantir que empresas paguem salários iguais a homens e mulheres que desempenham as mesmas funções. A norma também prevê multa de dez vezes o valor do salário para empresas que descumprirem a regra e determina a divulgação semestral de relatórios de transparência salarial para companhias com mais de 100 empregados.

Durante a sessão, advogadas das partes defenderam seus pontos de vista. Camila Dias Lopes, representando o Instituto Nós por Elas, argumentou que as ações contra a lei são improcedentes. Ela destacou que a transparência e a punição são ferramentas essenciais para garantir a igualdade e combater a discriminação. "É inconcebível que mulheres recebam, em média, 20% a menos que homens exercendo a mesma função. É inconcebível que esta Suprema Corte, em pleno 2026, seja provocada a afirmar o óbvio", declarou Lopes.

Mádila Barros de Lima, da CUT, ressaltou que a desigualdade salarial não é um acidente, mas uma questão histórica que afeta diretamente as oportunidades e remunerações das mulheres no mercado de trabalho. "Esses problemas refletem diretamente sobre as remunerações, oportunidades e sobre os sonhos", afirmou Lima.

O julgamento prossegue nesta sexta-feira (14) com os votos dos ministros.

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