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sábado, 17 de outubro de 2026

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Petroleiros fantasmas retornam à Venezuela expondo gargalos na retomada das vendas

Retorno de navios com petróleo venezuelano evidencia os desafios do país para expandir sua produção e retomar vendas internacionais após anos de sanções e comércio ilícito.

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Petroleiros fantasmas retornam à Venezuela expondo gargalos na retomada das vendas

Dois navios conhecidos como petroleiros "fantasmas", Olina e Galaxy 3, retornaram à Venezuela carregados com petróleo quase cinco meses após terem recebido a carga. O inusitado retorno expõe as profundas dificuldades enfrentadas pelo país para reerguer sua indústria petrolífera, afetada por anos de comércio ilícito e sanções internacionais.

Os navios, que deveriam ter destinos como Cuba e China, mercados que mantiveram a compra de petróleo venezuelano mesmo sob sanções, agora devolvem seus carregamentos. O Olina teve sua viagem interrompida por forças americanas no Caribe, sendo devolvido à Venezuela como parte de uma estratégia dos EUA para controlar as vendas de petróleo do país sul-americano. A embarcação descarregou 713 mil barris nesta quinta-feira.

O Galaxy 3 devolveu quase 1 milhão de barris na última semana, permanecendo retido na Venezuela desde o final do ano passado. Outras duas embarcações, Romana e MS Melenia, também seguem retidas no país desde dezembro.

Apesar do cenário, os Estados Unidos registraram em março o maior volume de importação de petróleo venezuelano desde o início de 2019, com 588 mil barris por dia. Durante sete anos de sanções rigorosas, a estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA) utilizou uma frota de navios "fantasmas", que desligavam seus rastreadores, para driblar as restrições e exportar para a Ásia, dependendo de insumos do Irã e da Rússia para o refino.

Fonte: O Globo

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