Dois petroleiros conhecidos como 'fantasmas', Olina e Galaxy 3, retornaram à Venezuela carregados com petróleo, evidenciando os desafios do país em reerguer sua indústria petrolífera após anos de comércio ilícito. As embarcações descarregam a carga quase cinco meses após recebê-la, segundo dados de movimentação de navios compilados pela Bloomberg.
O retorno de petróleo bruto às suas origens é incomum e contrasta com as vendas facilitadas pelos EUA após o fim do governo de Donald Trump. Os destinos originais dos navios são desconhecidos, mas especula-se que fossem Cuba e China, compradores habituais mesmo sob sanções americanas.
Outras duas embarcações, Romana e MS Melenia, permanecem retidas na Venezuela desde dezembro. A viagem do Olina foi interrompida por forças dos EUA no Caribe, e a carga de 713 mil barris foi devolvida à Venezuela sob o governo Trump. O Galaxy 3 devolveu quase 1 milhão de barris, estando parado no país desde o final do ano passado.
Na semana passada, os EUA registraram a maior importação de petróleo venezuelano desde o início de 2019, com 588 mil barris por dia. Durante sete anos de sanções rigorosas, a estatal Petroleos de Venezuela SA (PDVSA) utilizou uma frota de navios 'fantasmas', que desligavam seus rastreadores, para exportar petróleo à Ásia. A produção venezuelana dependeu de insumos importados do Irã e da Rússia para o refino.
Fonte: O Globo