Dois petroleiros, apelidados de "fantasmas", retornaram à Venezuela com suas cargas de petróleo, quase cinco meses após terem partido. As embarcações Olina e Galaxy 3, que transportavam petróleo bruto, evidenciam as dificuldades da Venezuela em reerguer sua indústria petrolífera após anos de comércio ilícito.
O retorno da carga é incomum e contrasta com as vendas facilitadas pelos EUA após o governo de Nicolás Maduro. Os destinos originais dos navios são incertos, mas acredita-se que fossem Cuba e China, compradores que mantiveram relações com a Venezuela apesar das sanções americanas.
Outros dois navios, Romana e MS Melenia, estão retidos na Venezuela desde dezembro. A viagem do Olina foi interrompida por forças dos EUA no Caribe, logo após a saída do ex-presidente Donald Trump do poder. O navio devolveu 713 mil barris nesta quinta-feira.
Na semana passada, os EUA importaram 588 mil barris por dia da Venezuela, o maior volume desde o início de 2019. Durante sete anos de sanções, a estatal Petroleos de Venezuela SA (PDVSA) utilizou petroleiros "fantasmas", que desligam seus rastreadores, para exportar petróleo à Ásia. A produção venezuelana também depende de insumos importados do Irã e da Rússia.