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sábado, 17 de outubro de 2026

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Haddad critica Flávio Bolsonaro e chama bolsonarismo de "patologia"

Fernando Haddad critica Flávio Bolsonaro por pedido de financiamento para filme e classifica bolsonarismo como "patologia grave". Ex-ministro também comenta isenção de impostos para compras internacionais.

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Haddad critica Flávio Bolsonaro e chama bolsonarismo de "patologia"

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou nesta quarta-feira (13) as conversas reveladas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Haddad ironizou o pedido de Flávio para financiar um filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com um valor de R$ 134 milhões. "O Brasil virou essa cleptocracia porque as pessoas perderam a noção do ridículo", afirmou Haddad em um evento em São Paulo.

O petista também classificou o bolsonarismo como uma "patologia grave" e questionou a "hipocrisia" de tentar dar respeitabilidade a essa força política. As declarações ocorreram durante um evento promovido pelo "Direitos Já! Fórum pela Democracia".

As conversas, reveladas pelo site Intercept, indicam que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Daniel Vorcaro para custear um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, intitulado "Dark Horse". O valor mencionado por Haddad seria o montante destinado por Vorcaro a um fundo americano para o projeto.

Thiago Miranda, dono da agência que intermediou pagamentos para influenciadores em favor de Vorcaro, admitiu ao GLOBO que R$ 62 milhões foram transferidos antes da crise que levou à prisão do empresário. Flávio Bolsonaro inicialmente negou a história, mas depois confirmou o pedido de patrocínio privado para um filme.

As conversas estão sob posse da Polícia Federal. O Banco Master é investigado por fraudes que causaram prejuízo bilionário aos cofres públicos. Há suspeitas de que Vorcaro aliciou agentes públicos e diretores do Banco Central. O senador Ciro Nogueira (PP) também é alvo de investigação por suspeita de receber mesada em troca de emenda em benefício do banco.

Haddad também comentou a isenção de impostos para compras internacionais de até 50 dólares, conhecida como "taxa das blusinhas". Ele afirmou que o presidente Lula sempre foi contra a cobrança e não quis assumir o ônus político sozinho. Segundo Haddad, governadores, indústria e comércio, por simpatia ao bolsonarismo, evitaram defender a proposta.

O ex-ministro criticou a promessa de Flávio Bolsonaro de revogar a taxa caso eleito, chamando-a de "hipocrisia". O governo espera que a medida barateie produtos importados e estimule o consumo, apesar da perda de arrecadação estimada em R$ 1,78 bilhão nos primeiros quatro meses do ano. Representantes do varejo e da indústria brasileira criticam a isenção, alegando que ela prejudica a concorrência e a geração de empregos.

Fonte: O Globo

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