O desemprego no Brasil atingiu 6,1% no trimestre encerrado em março, com elevação registrada em 15 estados. Apesar da alta, seis unidades da federação mantêm a taxa abaixo de 4%, índice significativamente inferior à média nacional. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE. Estados como Amapá (10%), Alagoas (9,2%) e Bahia (9,2%) registraram as maiores taxas. Em contrapartida, Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%) e Espírito Santo (3,2%) apresentaram os menores índices de desocupação. Segundo o analista William Kratochwill, o aumento sazonal no primeiro trimestre se deve à dispensa de trabalhadores temporários após as festas de fim de ano e ao encerramento de contratos na saúde e educação públicas. No entanto, 12 estados apresentaram estabilidade, indicando absorção de mão de obra temporária. O rendimento médio do trabalhador ocupado foi de R$ 3.722, com alta nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. A informalidade atingiu 37,3% nacionalmente, com maiores taxas no Maranhão (57,6%), Pará (56,5%) e Amazonas (53,2%).
Fonte: O Globo