A Copa do Mundo de 2026, que acontecerá nos Estados Unidos, Canadá e México, apresentará um desafio logístico inédito para as seleções. Com 48 equipes e 16 cidades-sede, os deslocamentos na fase de grupos podem impactar o desempenho físico dos atletas.
O Brasil enfrentará uma jornada de 1.760 quilômetros. Essa distância o posiciona em um patamar intermediário, menor que seleções como Inglaterra e Espanha, mas superior a Argentina e França.
Em contraste com a Copa do Catar em 2022, onde as distâncias eram mínimas, o torneio de 2026 exigirá voos significativos, com uma média de 8.281 km por equipe. A Fifa buscou amenizar o impacto com a criação de clusters de cidades próximas, mas a amplitude geográfica do torneio é inegável.
Jogadores que atuam na MLS, como os norte-americanos e canadenses, estão mais acostumados a longos deslocamentos. No entanto, para a maioria dos craques europeus, a rotina será mais desgastante do que o habitual.
Entre os anfitriões, o México terá a logística mais tranquila, percorrendo 933 km. O Canadá fará apenas um voo, totalizando 3.354 km, enquanto os Estados Unidos viajam pela Costa Oeste, somando 3.106 km.
A Inglaterra lidera o ranking de deslocamentos entre as favoritas, com 2.770 km. A Argentina, atual campeã, terá um dos trajetos mais curtos, com 741 km.