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sábado, 17 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Pesquisa aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula; aliados minimizam impacto de operação contra Ciro Nogueira

Pesquisa Genial/Quaest revela empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula. Aliados de Flávio minimizam impacto de operação contra Ciro Nogueira e avaliam resiliência da pré-candidatura.

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Pesquisa aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula; aliados minimizam impacto de operação contra Ciro Nogueira

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiram com alívio à mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (13/05/2026). A pesquisa mostra um empate técnico entre o senador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um cenário de segundo turno, com 41% e 42% das intenções de voto, respectivamente. A avaliação interna é que a operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP e ex-ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro, teve impacto limitado nas pretensões eleitorais de Flávio.

Apesar da preocupação inicial com os reflexos eleitorais da operação, que poderia afetar a articulação política com a federação União-PP, a equipe de Flávio considera que a candidatura presidencial do PL não foi contaminada. A manutenção do empate técnico foi vista como um indicativo de resiliência. Na rodada anterior da pesquisa, Flávio pontuava 42% e Lula 40%.

Auxiliares de Flávio afirmam que havia receio de que a operação contra Ciro Nogueira pudesse irradiar desgaste para o campo da direita, especialmente em um momento de consolidação da pré-candidatura bolsonarista. A tentativa de vincular o caso Master ao grupo político de Ciro e utilizá-lo como ativo eleitoral contra o PL era uma preocupação.

A leitura atual é que o governo conseguiu aliviar a pressão sobre Lula, transferindo parte do desgaste para a oposição, mas sem obter uma vantagem eleitoral consistente sobre Flávio. A oscilação favorável a Lula, que teve sua aprovação subindo de 43% para 46% (enquanto a desaprovação caiu de 52% para 49%), é atribuída por aliados de Flávio ao relançamento do Desenrola e à repercussão positiva do encontro de Lula com o presidente dos EUA, Donald Trump. Esses episódios teriam ajudado Lula a interromper uma sequência de desgaste e recuperar parte do eleitorado independente.

O senador Rogério Marinho (coordenador político de Flávio) declarou: "Não gosto de comentar pesquisa, mas o que vejo é uma rejeição cristalizada a Lula. O resto é margem para cima e para baixo. Nós temos um candidato muito competitivo e estamos animados com o resultado". O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, aliado de Flávio, acusou o PT de tentar transferir o desgaste das investigações do Banco Master para o bolsonarismo, afirmando que "Flávio não tem nada a ver com as questões pessoais do Ciro e vamos dar a presunção de inocência a ele".

Desde o início da crise, Flávio Bolsonaro buscou se distanciar de Ciro Nogueira. Após a operação da PF, divulgou nota classificando as informações como "graves" e defendendo "ampla apuração". Nos bastidores, a manobra foi interpretada como uma tentativa de isolar a pré-campanha do desgaste do caso Master, sem romper politicamente com o União-PP, essencial para o projeto presidencial do PL. A postura, contudo, gerou incômodo no Centrão e entre aliados de Ciro, que consideraram o distanciamento exagerado.

Fonte: O Globo

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