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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

SEGURANÇA PÚBLICA

Ministro anuncia plano para transformar presídios em locais seguros

Programa Brasil Contra o Crime Organizado visa transformar presídios em locais seguros e sem atuação de facções criminosas. Investimento de R$ 1,06 bilhão em ações diretas e R$ 10 bilhões em crédito para estados.

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Ministro anuncia plano para transformar presídios em locais seguros

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, anunciou nesta terça-feira (12) o programa Brasil Contra o Crime Organizado. O objetivo principal é impedir que as unidades prisionais brasileiras continuem funcionando como centros de comando e recrutamento para facções criminosas. "Vamos tornar as cadeias mais seguras e tirar delas esta característica de escritório do crime", declarou Lima em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.

A estratégia de enfrentamento ao crime organizado se baseia em quatro eixos: fortalecimento da segurança no sistema prisional, asfixia financeira do crime organizado, qualificação da investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas. O investimento total previsto é de R$ 1,06 bilhão em ações diretas e R$ 10 bilhões em crédito para os estados.

O programa prevê a adequação de 138 presídios ao padrão de segurança máxima, semelhante aos cinco presídios federais. Essas unidades concentram quase 19% da população carcerária e mais de 80% das lideranças de organizações criminosas.

Governos estaduais receberão kits de varredura e outros equipamentos de segurança sem necessidade de adesão formal ao programa. O ministro acredita que nenhum estado recusará os benefícios da iniciativa, que visa reduzir drasticamente os índices de criminalidade.

O programa foi discutido previamente com secretarias estaduais de Justiça e Segurança Pública, além do Poder Judiciário e Ministério Público. O financiamento inclui R$ 1,06 bilhão em recursos diretos e uma linha de crédito de R$ 10 bilhões via BNDES, operada pelo Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis). Este último poderá contemplar ações adicionais, como o combate ao feminicídio.

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