O volante Guilherme Madruga, campeão do Prêmio Puskás de 2023, compartilhou suas experiências na China, onde atua pelo Shandong Taishan. O jogador de 25 anos, em sua segunda temporada no clube, destacou a importância da terapia esportiva em sua carreira.
Madruga descreveu sua rotina na China, centrada no futebol e no CT. Ele mora sozinho e sente falta da família, especialmente em momentos de derrota ou atuações ruins, onde a distância se torna um obstáculo para o suporte emocional.
A terapia esportiva foi apresentada a Madruga em 2017, na base. Ele credita esse acompanhamento psicológico como fundamental para sua transição e sucesso como profissional, ajudando-o a lidar com a pressão e a autocrítica.
Entre os desafios da adaptação, o jogador citou a língua e o fuso horário. O inglês tem sido seu foco para facilitar a comunicação, embora já tenha aprendido frases básicas em mandarim.
A culinária chinesa é outro ponto de adaptação. Madruga prefere opções mais simples, como arroz e proteína, e encontra no yakiniku o mais próximo de um churrasco brasileiro.
Comparando o futebol chinês com o brasileiro, Madruga aponta que, embora haja bons jogadores na China, o Brasil se destaca pela combinação de força e técnica, tornando o jogo mais disputado.
O jogador relembrou momentos difíceis no início da carreira, como restrições alimentares, que o fizeram valorizar as conquistas atuais. A ideia de desistir surgiu, mas a perspectiva de um futuro incerto em sua cidade natal o manteve focado.
Sobre o Prêmio Puskás, Madruga descreveu a emoção no palco como surreal e a ansiedade antes do anúncio. O discurso, segundo ele, foi espontâneo e natural, sem preparação prévia.