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sábado, 17 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Governo zera imposto de importação em compras de até US$ 50 e gera polêmica

Decisão do governo federal de zerar imposto de importação em compras de até US$ 50 é criticada pela indústria e varejo, mas apoiada por plataformas de comércio eletrônico. Medida mantém apenas o ICMS.

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Governo zera imposto de importação em compras de até US$ 50 e gera polêmica

O governo federal zerou nesta quarta-feira (13) o imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50, medida que já gerou forte reação de setores da indústria e do varejo. A decisão, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantém apenas a cobrança de 20% do ICMS, imposto estadual.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a medida como uma vantagem para empresas estrangeiras em detrimento da produção nacional, alertando para o risco de perda de empregos. O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) também criticou a decisão, apontando ampliação da desigualdade tributária e risco de redução nas vendas do varejo brasileiro. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) repudiaram a revogação, argumentando que ela prejudica empresas nacionais e a arrecadação pública.

Em contraponto, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa plataformas como Amazon, Alibaba e Shein, comemorou a decisão. A entidade argumentou que a antiga taxação, apelidada de "taxa das blusinhas", era regressiva e reduzia o poder de compra da população.

A cobrança de 20% do imposto de importação foi instituída em 2024 pelo programa Remessa Conforme. Para compras acima de US$ 50, a tributação de 60% permanece. O Ministério da Fazenda justificou a mudança citando a maior regularização do setor nos últimos anos.

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