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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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'Amanhã você amanhece morto': Briga de deputados expõe racha no PL em Goiás em meio ao afastamento entre lideranças

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'Amanhã você amanhece morto': Briga de deputados expõe racha no PL em Goiás em meio ao afastamento entre lideranças

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O diretório do Partido Liberal (PL) em Goiás vive um cenário de instabilidade às vésperas das eleições deste ano. Marcado por divergências internas desde 2024, o partido enfrenta dificuldades para consolidar sua chapa majoritária, reflexo do distanciamento entre suas principais lideranças estaduais: o senador Wilder Morais, presidente do partido e pré-candidato ao governo, e o deputado federal Gustavo Gayer, pré-candidato ao Senado.

O clima de tensão se manifestou de forma explícita na Assembleia Legislativa de Goiás na última quinta-feira (7). Os deputados estaduais Major Araújo e Amauri Ribeiro protagonizaram uma acalorada discussão em plenário, que culminou em uma ameaça de morte proferida por Araújo contra Ribeiro. A briga entre os parlamentares ganhou corpo nas últimas semanas, com embates registrados em sessões anteriores.

No dia 30 de abril, Amauri Ribeiro criticou a ausência de Wilder Morais na votação do ministro Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), classificando o ato como uma \"vergonha\". Em resposta, no dia 6 de maio, Major Araújo acusou Amauri de má-fé e de tentar \"induzir\" o eleitorado, além de alinhá-lo ao governador Daniel Vilela e ao ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). Araújo instou Amauri a \"se comportar como direita de verdade\" ou deixar o partido.

Em réplica, Amauri chamou Araújo de \"burro\", afirmou ter resolvido suas pendências com Wilder e defendeu sua proximidade com Vilela por \"não se tornar inimigo\" de pessoas com quem já foi próximo. Ele desafiou Araújo a provar as acusações de que teria se \"vendido\" politicamente, pedindo que ele \"seja macho e prove\". A troca de ofensas escalou quando Araújo acusou Amauri de \"conspirar\" por estar \"sendo bem pago\" e de que \"atacar Wilder Morais é ajudar o Vilela\". A sessão foi encerrada após Araújo ameaçar Ribeiro: \"Põe a mão em mim para você ver! Amanhã você amanhece morto. Vagabundo, safado\".

Em declarações posteriores, Amauri avaliou que os ataques de Araújo são motivados pelo \"medo de perder as eleições\" e que os \"problemas no PL foram superados\". Araújo, por outro lado, declarou que o episódio não envolveu \"qualquer deliberação partidária ou institucional\".

Paralelamente, o distanciamento entre Wilder Morais e Gustavo Gayer agrava o cenário eleitoral do PL. Pesquisas indicam dificuldades para ambos ganharem tração em suas pré-candidaturas. O afastamento ficou evidente em eventos recentes. O movimento \"Acorda, Goiás\", organizado por Gayer em abril, reuniu lideranças bolsonaristas, mas Wilder Morais não foi convidado. A justificativa foi o caráter \"suprapartidário\" do evento, embora tenha sido amplamente divulgado nas redes do PL Nacional.

Em contrapartida, o partido tem dado preferência às edições do evento \"Rota 22\", comandado por Wilder. O mais recente, em Anápolis, contou com a ausência do prefeito Márcio Corrêa (PL), aliado de Gayer e do governador Daniel Vilela. Apesar disso, Corrêa referiu-se a Gayer como \"meu senador\" em redes sociais, sem demonstrar apoio explícito à sua candidatura.

O vereador Major Vitor Hugo (PL), mais votado em Goiânia, expressou o desejo de \"união\" no partido para contribuir com a eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência. Wilder Morais e Gustavo Gayer não comentaram os episódios.

Um evento em Goiânia no dia 23 de maio, com a presença prevista do senador Flávio Bolsonaro, deve marcar o lançamento conjunto das candidaturas de Wilder Morais ao governo e de Gayer ao Senado. Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende, também deve ser lançada como pré-candidata a vice-governadora.

A pesquisa Genial/Quaest acendeu um alerta no PL. Wilder Morais aparece em quarto lugar na disputa pelo governo, com 9% das intenções de voto, atrás de Adriana Accorsi (PT), Marconi Perillo (PSDB) e Daniel Vilela (MDB). Na corrida pelo Senado, Gayer figura atrás de nomes como Gracinha Caiado (União), Vanderlan Cardoso (PSD) e Dr. Zacharias Calil (MDB), com exceção de Alexandre Baldy (PP).

O Globo.", "excerpt": "Disputas internas e ameaça de morte entre deputados estaduais expõem racha no PL de Goiás. Senador Wilder Morais e deputado Gustavo Gayer também demonstram distanciamento em meio a cenário eleitoral adverso.", "tags": "PL Goiás, eleições 2026, política, racha partidário, Wilder Morais, Gustavo Gayer, Major Araújo, Amauri Ribeiro" } ```

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