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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Alesp não suspende mandato de Lucas Bove após discussão com colega

Conselho de Ética da Alesp rejeita suspensão do mandato do deputado Lucas Bove (PL) após discussão com colega. Caso voltará à pauta para nova punição. Outro deputado, Guto Zacarias, também é alvo de representação.

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Alesp não suspende mandato de Lucas Bove após discussão com colega

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) decidiu nesta quarta-feira (13) rejeitar o pedido de suspensão do mandato do deputado estadual Lucas Bove (PL). O processo foi aberto após acusação de agressões de gênero feitas pela deputada Mônica Seixas (PSOL), em decorrência de discussões verbais ocorridas na Casa.

Por 5 votos a 2, o conselho negou o parecer do relator, deputado Emídio de Souza (PT), que recomendava 30 dias de suspensão. O caso voltará à pauta na próxima semana para definição de nova punição. O deputado Eduardo Nóbrega (MDB) apresentará uma nova proposta, argumentando que as condutas de Bove "não constituem violência de gênero, mas beiram a infração e as regras de boa conduta da Casa".

Lucas Bove é réu na Justiça por violência doméstica, acusado por sua ex-mulher, Cíntia Chagas, de agressão. Duas representações no Conselho de Ética da Alesp sobre o caso ainda não foram julgadas.

Em outro processo, o deputado Guto Zacarias (Missão) foi alvo de representação por suposta violência psicológica contra ex-namorada e coação para aborto em 2024. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) também o denunciou por tentar coagir a ex-companheira a realizar o procedimento. O Conselho de Ética, por 4 votos a 2, optou por não abrir processo contra Zacarias, alegando que o caso já está sob análise judicial e que é preciso "cautela institucional". A maioria também considerou que o aborto não ocorreu e que a criança poderia ser prejudicada psicologicamente.

A discussão que levou à representação contra Bove ocorreu em 2 de setembro. Mônica Seixas questionou a forma como Bove falava com a deputada Professora Bebel (PT). Bove respondeu exaltado, batendo a mão na mesa e dizendo: "Eu falo com a mão do jeito que eu quiser, não vem encher o meu saco, vai trabalhar, vai trabalhar! Eu não respeito você, eu não respeito você, eu não abaixo não, eu falo no tom que eu quiser, não se mete na conversa dos outros. Vem fazer graça aqui comigo, me chama de agressor, vai fazer graça para lá". A sessão foi suspensa e a transmissão interrompida.

Em fevereiro, o Conselho de Ética aprovou a abertura do processo contra Bove. Após depoimentos, o relator Emídio de Souza propôs a suspensão temporária do mandato, mas outras punições como advertência e cassação também são possíveis.

Fonte: G1

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