A Petrobras reafirmou nesta terça-feira (12), no Rio de Janeiro, que não pretende promover aumentos repentinos nos preços dos combustíveis no Brasil, apesar da alta do petróleo no mercado internacional devido à guerra no Oriente Médio. A presidente da estatal, Magda Chambriard, declarou que a companhia busca expandir sua produção para garantir a segurança energética do país.
"A Petrobras tem trabalhado para aumentar a produção dos derivados [de petróleo] no mercado brasileiro, o que se revelou ainda mais importante a partir de março, em condições de guerra do Irã", afirmou Chambriard. Ela ressaltou que "mudanças abruptas estão fora da nossa intenção de repasse", em entrevista coletiva sobre o balanço financeiro da empresa.
A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, impactou o fornecimento global de petróleo e seus derivados, elevando os preços internacionais. O barril Brent, referência mundial, chegou a ultrapassar os US$ 120.
Para conter a escalada de preços no mercado interno, o governo federal implementou medidas como a isenção de tributos federais sobre combustíveis e subsídios. A Petrobras já reajustou o diesel e o querosene de aviação. A gasolina, segundo a presidente, não sofreu reajuste e sua precificação considera a concorrência com o etanol e o market share da empresa.
Chambriard destacou ainda o recorde de produção de óleo e gás da Petrobras no primeiro trimestre, com aumento de 16,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As refinarias operam com Fator de Utilização Total (FUT) acima de 100%, o maior índice desde dezembro de 2014.
A empresa registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 110% em relação ao trimestre anterior. Os investimentos totais somaram R$ 26,8 bilhões, um aumento de 25,6% na comparação anual. A dívida da companhia atingiu US$ 71,2 bilhões, mantendo-se dentro dos limites do plano de negócios.
A alta recente nos preços internacionais do petróleo, decorrente do conflito no Oriente Médio, será refletida nas exportações da Petrobras apenas no segundo trimestre, devido ao mecanismo de precificação internacional.
Fonte: Agência Brasil