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domingo, 18 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Petrobras prioriza produção e descarta alta abrupta nos preços de combustíveis

Petrobras garante que não haverá aumentos abruptos nos preços dos combustíveis apesar da guerra no Oriente Médio. Empresa foca em aumento de produção para segurança energética.

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Petrobras prioriza produção e descarta alta abrupta nos preços de combustíveis

A Petrobras reafirmou nesta terça-feira (12), no Rio de Janeiro, que não pretende promover aumentos repentinos nos preços dos combustíveis no Brasil, apesar da alta do petróleo no mercado internacional devido à guerra no Oriente Médio. A presidente da estatal, Magda Chambriard, declarou que a companhia busca expandir sua produção para garantir a segurança energética do país.

"A Petrobras tem trabalhado para aumentar a produção dos derivados [de petróleo] no mercado brasileiro, o que se revelou ainda mais importante a partir de março, em condições de guerra do Irã", afirmou Chambriard. Ela ressaltou que "mudanças abruptas estão fora da nossa intenção de repasse", em entrevista coletiva sobre o balanço financeiro da empresa.

A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, impactou o fornecimento global de petróleo e seus derivados, elevando os preços internacionais. O barril Brent, referência mundial, chegou a ultrapassar os US$ 120.

Para conter a escalada de preços no mercado interno, o governo federal implementou medidas como a isenção de tributos federais sobre combustíveis e subsídios. A Petrobras já reajustou o diesel e o querosene de aviação. A gasolina, segundo a presidente, não sofreu reajuste e sua precificação considera a concorrência com o etanol e o market share da empresa.

Chambriard destacou ainda o recorde de produção de óleo e gás da Petrobras no primeiro trimestre, com aumento de 16,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As refinarias operam com Fator de Utilização Total (FUT) acima de 100%, o maior índice desde dezembro de 2014.

A empresa registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 110% em relação ao trimestre anterior. Os investimentos totais somaram R$ 26,8 bilhões, um aumento de 25,6% na comparação anual. A dívida da companhia atingiu US$ 71,2 bilhões, mantendo-se dentro dos limites do plano de negócios.

A alta recente nos preços internacionais do petróleo, decorrente do conflito no Oriente Médio, será refletida nas exportações da Petrobras apenas no segundo trimestre, devido ao mecanismo de precificação internacional.

Fonte: Agência Brasil

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