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domingo, 18 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Petrobras foca em aumento de produção para blindar preços de combustíveis

Em meio à guerra no Oriente Médio e à alta do petróleo, a Petrobras prioriza o aumento da produção para estabilizar preços internos e garantir o abastecimento. A empresa descarta aumentos abruptos nos combustíveis.

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Petrobras foca em aumento de produção para blindar preços de combustíveis

A Petrobras reafirmou nesta terça-feira (12), no Rio de Janeiro, que não pretende realizar aumentos abruptos nos preços dos combustíveis no Brasil, apesar da alta internacional do petróleo devido à guerra no Oriente Médio. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a prioridade é aumentar a produção para garantir a segurança energética do país.

"A Petrobras tem trabalhado para aumentar a produção dos derivados [de petróleo] no mercado brasileiro, o que se revelou ainda mais importante a partir de março, em condições de guerra do Irã", declarou.

Chambriard garantiu que "mudanças abruptas estão fora da nossa intenção de repasse", em entrevista coletiva sobre o balanço financeiro da empresa. A guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada em fevereiro, afeta o fornecimento global de petróleo, elevando os preços internacionais. O barril do Brent, referência mundial, chegou a superar os US$ 100, com picos de US$ 120, ante os US$ 70 anteriores.

Para conter a escalada de preços no mercado interno, o governo federal já implementou isenção de tributos federais e subvenções a produtores e distribuidores. A Petrobras, por sua vez, reajustou o diesel e o querosene de aviação, mas tem mantido a gasolina sem alterações.

A presidente destacou que a concorrência com o etanol, que teve queda de preço, e a participação da Petrobras no mercado são fatores considerados na definição de preços da gasolina. Ela ressaltou que a produção nacional atende à demanda, mesmo com importações e exportações do combustível.

Angelica Laureano, diretora de Logística, Comercialização e Mercados, acrescentou que a decisão sobre um possível aumento da gasolina não depende da aprovação de projetos de lei que visam reduzir impostos sobre combustíveis. "Se a empresa avaliar que está persistentemente com o preço que não atende às nossas expectativas, a gente vai aumentar; e o PLP, talvez, venha para nos ajudar a não repassar isso ao mercado", afirmou, garantindo que o preço atual está "equilibrado".

A Petrobras divulgou também um desempenho operacional recorde no primeiro trimestre, com aumento de 16,1% na produção de óleo e gás em relação ao ano anterior. O Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias superou 100%, o maior patamar desde dezembro de 2014.

O lucro da empresa no primeiro trimestre foi de R$ 32,7 bilhões, mais que o dobro do registrado no trimestre anterior, mas com recuo de 7,2% em comparação ao mesmo período de 2025, explicado pelo efeito cambial. Os investimentos totalizaram R$ 26,8 bilhões, um aumento de 25,6%. A dívida da companhia está em US$ 71,2 bilhões, dentro do limite previsto.

O aumento recente dos preços do petróleo deve refletir nas receitas de exportação apenas no segundo trimestre, segundo comunicado a investidores.

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