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domingo, 18 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Petrobras foca em aumentar produção para estabilizar preços de combustíveis

Prioridade é expandir produção para garantir abastecimento e estabilidade nos preços, segundo presidente da estatal. Petrobras registra recorde de produção e lucro expressivo no primeiro trimestre.

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Petrobras foca em aumentar produção para estabilizar preços de combustíveis

A Petrobras descarta aumentos bruscos nos preços dos combustíveis no Brasil, mesmo com a alta internacional do petróleo devido à guerra no Oriente Médio. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a prioridade é expandir a produção para garantir o abastecimento energético do país. "A Petrobras tem trabalhado para aumentar a produção dos derivados [de petróleo] no mercado brasileiro, o que se revelou ainda mais importante a partir de março, em condições de guerra do Irã", declarou a executiva em entrevista coletiva no Rio de Janeiro. Mudanças abruptas nos preços estão fora de cogitação, segundo Chambriard. A guerra na região, que concentra países produtores e a estratégica passagem do Estreito de Ormuz, impactou a oferta global de petróleo, elevando o preço do barril Brent de US$ 70 para mais de US$ 100. O governo federal já implementou medidas como isenção de impostos federais e subsídios para tentar conter a escalada de preços internamente. A Petrobras reajustou o diesel e o querosene de aviação, mas a gasolina, segundo a empresa, não sofreu alterações significativas, devido à concorrência com o etanol e à oferta nacional. A diretora Angelica Laureano ressaltou que qualquer decisão sobre aumento da gasolina dependerá da avaliação de mercado e não está atrelada à aprovação de projetos de lei que visam reduzir impostos. A estatal também reportou recorde de produção de óleo e gás no primeiro trimestre, com suas refinarias operando acima de 100% da capacidade, o maior índice desde 2014. O lucro líquido da companhia no período foi de R$ 32,7 bilhões, mais que o dobro do trimestre anterior, mas com um recuo de 7,2% em relação ao mesmo período de 2025, explicado por efeitos cambiais. Os investimentos cresceram 25,6%, e a dívida se manteve dentro dos limites planejados.

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