O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou em 12 de maio de 2026 que a interdição de lotes de produtos da Ypê pela Anvisa foi baseada em critérios técnicos. A decisão contou com a participação de órgãos ligados à gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e de um diretor da agência indicado durante o governo Bolsonaro.
Padilha reagiu a críticas que acusavam a Anvisa de perseguição política. "A Anvisa não tem lado partidário. Tem apenas um lado: a proteção da saúde das famílias brasileiras", declarou o ministro, criticando vídeos que desinformam a população.
A Anvisa determinou o recolhimento de lotes de detergentes, lava-roupas e desinfetantes da fábrica da Ypê em Amparo, interior paulista, após inspeção em abril. O relatório apontou problemas estruturais e risco de contaminação microbiológica. Fiscais da Anvisa, da Vigilância Sanitária de São Paulo e da Vigilância Municipal de Amparo participaram da inspeção.
O ministro destacou que a fiscalização já ocorria há meses e envolveu órgãos estaduais. Ele mencionou Daniel Meirelles Fernandes Pereira, diretor da área técnica da Anvisa indicado no governo Bolsonaro, como participante das ações.
Padilha informou que a própria Ypê já havia identificado a bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes da unidade de Amparo, o que acende um alerta sobre falhas no processo produtivo. O caso era acompanhado pelos órgãos sanitários há mais de um ano, com inspeções e exigências de adequação.
A empresa Ypê apresentou recurso e conseguiu suspender temporariamente a interdição, aguardando nova análise da Anvisa. A declaração de Padilha ocorreu durante um evento sobre conectividade em unidades básicas de saúde.