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domingo, 18 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Inflação em abril desacelera, mas alimentos pressionam

Inflação oficial em abril foi de 0,67%, abaixo dos 0,88% de março, mas com alta nos alimentos pressionando o índice. Acumulado anual é de 4,39%.

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Inflação em abril desacelera, mas alimentos pressionam

A inflação oficial em abril desacelerou para 0,67%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE. O resultado é inferior aos 0,88% registrados em março, mas foi pressionado principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos. Em 12 meses, o Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula 4,39%, dentro da meta estabelecida pelo governo.

O grupo de Alimentação e Bebidas foi o principal vilão do mês, com alta de 1,34%, respondendo por 43% da inflação geral. O analista Fernando Gonçalves, do IBGE, explicou que o aumento nos preços dos alimentos se deve a fatores como a oferta de produtos e o custo do frete. O leite, por exemplo, teve alta de 13,66%, impactado pela necessidade de inclusão de ração devido ao clima mais seco. O aumento do diesel também elevou o custo do transporte de alimentos.

O grupo Transportes, que inclui combustíveis, teve variação positiva de 1,80%. A gasolina subiu 1,86% e o diesel, 4,46%, influenciados pela guerra no Oriente Médio. O preço do petróleo, uma commodity, afeta o mercado internacional e, consequentemente, os preços no Brasil.

Apesar das altas, o preço da passagem aérea caiu 14,45% em abril. No entanto, essa queda não reflete o impacto da guerra, pois os preços são coletados com 60 dias de antecedência. O aumento do querosene de aviação, derivado do petróleo, deve ser sentido nos próximos meses.

O grupo Habitação também registrou alta de 0,63%, impulsionado pelo gás de botijão (3,74%) e pela conta de luz (0,72%), que apresentou reajustes em diversas capitais.

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