O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu um procedimento administrativo para analisar um acordo entre a mineradora brasileira de terras-raras Serra Verde Pesquisa e Mineração S.A. e a americana USA Rare Earth, Inc. (USAR). A investigação apura se a transação, avaliada em US$ 2,8 bilhões, configura uma compra que precisa de aprovação antitruste.
O acordo, anunciado em abril, prevê a criação de uma multinacional focada na cadeia produtiva de ímãs de terras-raras, com operações no Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido. A nova empresa abrangerá desde a extração até a fabricação de ímãs.
A Serra Verde, controlada por companhias americanas e britânicas, possui uma mina de terras-raras em Goiás. A empresa também firmou um contrato de fornecimento de 15 anos com uma entidade capitalizada pelo governo dos EUA, garantindo preços mínimos para sua produção.
O Cade analisará se o negócio constitui um ato de concentração e quais os impactos concorrenciais. A decisão final sobre a aprovação ou não do acordo caberá ao plenário do órgão.