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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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ECONOMIA E POLÍTICA

Boulos: Juros altos impulsionam dívidas e exigem mais programas como o Desenrola

Ministro Guilherme Boulos critica juros elevados no Brasil, afirma que são o principal motor do endividamento e defende redução drástica. Sem isso, programas como o Desenrola se tornam essenciais, mas não resolvem o problema estruturalmente.

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Boulos: Juros altos impulsionam dívidas e exigem mais programas como o Desenrola

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou nesta terça-feira (12) as altas taxas de juros no Brasil, apontando-as como principal causa do endividamento das famílias. Em entrevista à EBC, Boulos afirmou que o cenário atual representa uma 'drenagem de recursos dos trabalhadores' pelo sistema bancário e que a educação financeira, por si só, não é suficiente para resolver o problema.

Segundo o ministro, sem uma redução expressiva dos juros, programas como o Desenrola Brasil se tornam cada vez mais necessários para auxiliar os cidadãos a quitarem suas dívidas. Ele destacou que taxas de juros na casa dos 15% ao ano são insustentáveis e que a velocidade atual para reduzi-las é inaceitável, levando em conta que países com maior risco-país praticam juros significativamente menores.

Boulos exemplificou a discrepância comparando a inadimplência em linhas de crédito semelhantes no Brasil (4,2%) e na Espanha (3,5%), enquanto as taxas de juros no Brasil chegam a 65%, contra 3% na Espanha. Ele também relacionou o aumento das apostas online (bets) ao agravamento do endividamento e a possíveis casos de lavagem de dinheiro, criticando a baixa carga tributária sobre essas plataformas em comparação com profissionais como jornalistas.

Apesar de reconhecer a importância do Desenrola Brasil, que já registrou R$ 1 bilhão em renegociações em sua primeira semana com descontos médios de 65%, Boulos alertou que o programa não soluciona o problema de forma estrutural. Ele reiterou que, se os juros não diminuírem, novas edições do programa serão inevitáveis para aliviar a pressão sobre as famílias brasileiras.

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