O Tesouro Nacional anunciou nesta segunda-feira (11) o lançamento do Tesouro Reserva, um novo título público que promete revolucionar o acesso a investimentos. A aplicação será negociada ininterruptamente, 24 horas por dia, e se destaca por não apresentar rendimento negativo, mesmo em cenários de instabilidade no mercado financeiro. Inicialmente, o Tesouro Reserva estará disponível para os 80 milhões de clientes do Banco do Brasil.
Com a Taxa Selic em patamares elevados, o novo título se mostra mais rentável que a caderneta de poupança. O Tesouro Reserva acompanhará a Selic, oferecendo um rendimento superior ao da poupança, com projeções indicando essa vantagem até 2029. Diferentemente da poupança, que rende mensalmente, o Tesouro Reserva creditará os rendimentos diariamente.
Uma das principais inovações é a ausência da marcação a mercado. Isso significa que o valor do título não sofrerá oscilações diárias negativas, proporcionando maior segurança ao investidor. Enquanto outros títulos do Tesouro podem ter seu valor de mercado alterado antes do vencimento, o Tesouro Reserva garante que o valor investido não será corroído por flutuações do dia a dia.
A liquidez é outro ponto forte. A nova plataforma de negociação visa democratizar o acesso aos investimentos, permitindo operações fora do horário comercial tradicional do Tesouro Direto. A plataforma atual, com restrições de horário, será gradualmente substituída.
O investimento mínimo para o Tesouro Reserva é de apenas R$ 1, um valor significativamente menor que o do Tesouro Selic, que atualmente exige R$ 189. Essa acessibilidade visa atrair um público maior, incluindo aqueles que não buscam investimentos de longo prazo.
O título terá um prazo de dez anos e um limite de R$ 500 mil por pessoa. No entanto, o investidor poderá resgatar o valor a qualquer momento, sujeito à cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos acumulados, seguindo a tabela regressiva.
O Tesouro Reserva é o primeiro de uma nova plataforma gerida pela B3, que se conectará aos bancos para facilitar o acesso dos correntistas. A expansão para outros bancos está em negociação.
Fonte: O Globo