A partida entre Remo e Palmeiras, válida pela 15ª rodada do Brasileirão e disputada no Mangueirão, foi marcada por duas decisões controversas da arbitragem em lances de toque de bola na mão. A principal delas foi a anulação de um gol do Palmeiras nos acréscimos, que gerou revolta na diretoria paulista.
O primeiro lance ocorreu ainda no primeiro tempo, quando a bola tocou o braço do palmeirense Marlon Freitas. A equipe do Remo pediu pênalti, mas o árbitro mandou o jogo seguir, sem consultar o VAR. A decisão irritou o clube paraense.
Já o segundo lance polêmico aconteceu nos minutos finais da partida. Bruno Fuchs marcou o que seria o segundo gol do Palmeiras, mas o VAR interveio e anulou o lance após verificar que a bola tocou a mão do atacante Flaco López antes do gol. A diretoria do Palmeiras, representada pelo diretor Anderson Barros, considerou a decisão prejudicial.
A regra da IFAB (International Football Association Board) sobre o toque de mão foi atualizada em março de 2021 para tentar uniformizar os critérios de arbitragem. A orientação atual estabelece que nem todo toque no braço ou mão é infração. A penalidade ocorre se o toque for deliberado, se o braço ou mão ampliar o corpo do jogador de forma antinatural, ou se o gol for marcado diretamente com a mão/braço, mesmo que acidental, ou logo após o toque. Uma atualização recente desqualificou como infração gols precedidos por toque acidental.