O preço do petróleo abriu em alta neste domingo (10) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar a mais recente proposta do Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. A decisão prolonga o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo.
O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou até 3,5%, alcançando US$ 104,80. O West Texas Intermediate (WTI) também subiu, aproximando-se de US$ 99.
Trump classificou a resposta iraniana como "TOTALMENTE INACEITÁVEL" em suas redes sociais. As negociações ocorrem em meio a uma frágil trégua após uma série de hostilidades recentes.
O fechamento intermitente do Estreito de Ormuz desde o início da guerra, no final de fevereiro, impactou o fornecimento global de petróleo, gás e combustíveis, elevando os preços da energia e intensificando temores inflacionários. A Agência Internacional de Energia (AIE) descreve o conflito como o maior choque de oferta da história.
Relatos indicam que Teerã ofereceu transferir parte de seu estoque de urânio para um terceiro país, mas recusou a desativação de suas instalações nucleares. O Irã, contudo, contestou essas informações.
Um ataque a um navio cargueiro próximo ao Catar neste domingo, que provocou um incêndio, é o mais recente incidente na região desde o início do cessar-fogo em abril. Emirados Árabes Unidos e Kuwait também reportaram a interceptação de drones hostis.
A normalização do mercado só é esperada para 2027, caso o bloqueio do Estreito de Ormuz persista por mais algumas semanas, segundo Amin Nasser, presidente-executivo da Saudi Aramco. A companhia buscou compensar a perda de oferta redirecionando parte do fluxo de petróleo pelo porto de Yanbu.
Em Wall Street, a expectativa é de que o tráfego marítimo por Ormuz continue comprometido no segundo semestre deste ano. Uma pesquisa do Goldman Sachs indica que a maioria dos participantes acredita que os fluxos pela via marítima permanecerão interrompidos além do fim de junho.
Fonte: O Globo