A Petrobras divulga nesta segunda-feira (11/05) o seu balanço financeiro referente ao primeiro trimestre de 2026. Analistas de mercado preveem um lucro líquido na faixa de R$ 29 bilhões, com projeções variando entre R$ 23 bilhões e R$ 32 bilhões. Caso as estimativas se concretizem, o resultado representará uma queda em comparação aos R$ 35,2 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
O desempenho da companhia deve ser impulsionado pelo aumento na produção e pela alta no preço internacional do petróleo. No entanto, a valorização da moeda brasileira, o real, pode impactar negativamente os lucros, especialmente as receitas provenientes da exportação de petróleo.
A guerra no Oriente Médio, com a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, elevou o preço do barril de petróleo Brent de uma média de US$ 75,73 no 1º trimestre de 2025 para US$ 81,13 no mesmo período de 2026. O conflito chegou a impulsionar o preço para US$ 126 após o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, impactando a indústria global.
A produção da Petrobras no pré-sal teve alta de 17,8%, seguida pela produção no pós-sal, com avanço de 10,4%. Dez novos poços entraram em operação, sendo sete na Bacia de Campos e três na Bacia de Santos.
As exportações de petróleo cresceram 61,2%, alcançando 888 mil barris por dia, e as vendas de óleo combustível para o exterior aumentaram 15,4%, totalizando 187 mil barris diários. A China lidera a lista de importadores de petróleo da Petrobras, seguida por Índia, outros países asiáticos e Europa.
No mercado interno, o volume de vendas apresentou alta de 2,9%, impulsionado pela gasolina (+3,8%) e querosene de aviação (+41,9%). A produção de derivados também subiu 6,4%.
A expectativa é que a Petrobras distribua dividendos ordinários de aproximadamente US$ 2,4 bilhões (cerca de R$ 11,8 bilhões).