A Petrobras divulga nesta segunda-feira o resultado financeiro do primeiro trimestre de 2026. Analistas preveem um lucro líquido entre R$ 23 bilhões e R$ 32 bilhões, com média de R$ 29 bilhões. Caso se confirme, o valor representa uma queda em relação aos R$ 35,2 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O desempenho será influenciado pelo aumento da produção e pela alta do petróleo no mercado internacional, mas pode ser afetado pela valorização do real, que impacta receitas de exportação.
A guerra no Oriente Médio e o conflito entre Estados Unidos e Irã, que iniciou no final de fevereiro, contribuíram para a alta do preço do petróleo Brent, que passou de US$ 75,73 no primeiro trimestre de 2025 para US$ 81,13 neste ano. O barril chegou a operar acima de US$ 126 com o fechamento do Estreito de Ormuz. Apesar do cenário favorável para o preço do petróleo, parte do impacto deve ser sentido no segundo trimestre.
A produção da Petrobras atingiu um recorde de 3,225 milhões de barris de petróleo equivalente no trimestre, um aumento de 16,1% em relação ao ano anterior. O pré-sal liderou a alta com 17,8%, seguido pelo pós-sal com 10,4%. A estatal iniciou a operação de dez novos poços. As exportações de petróleo subiram 61,2%, totalizando 888 mil barris por dia, com a China como principal destino. As vendas no mercado interno cresceram 2,9%, impulsionadas pela gasolina e querosene de aviação.
A expectativa é que a companhia distribua dividendos ordinários de aproximadamente US$ 2,4 bilhões (cerca de R$ 11,8 bilhões).