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domingo, 18 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Pequena indústria brasileira enfrenta o pior cenário desde a pandemia

Desempenho da pequena indústria brasileira atinge o pior nível desde o início da pandemia, revelam dados da CNI. Juros altos, custo de matéria-prima e restrições de crédito impactam negativamente o setor.

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Pequena indústria brasileira enfrenta o pior cenário desde a pandemia

A pequena indústria brasileira registrou o pior desempenho desde o início da pandemia de Covid-19, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgados nesta segunda-feira (11). A produção, as finanças e a confiança dos empresários apresentaram queda no primeiro trimestre de 2026.

Juros altos, restrições de crédito e aumento nos custos de matérias-primas foram apontados como os principais fatores que impactam negativamente as empresas de pequeno porte.

O índice de desempenho da pequena indústria caiu para 43,7 pontos, o menor patamar desde o segundo trimestre de 2020. Isso se reflete em menor volume de produção, subutilização da capacidade fabril e redução de contratações.

A situação financeira também se deteriorou, com o índice correspondente atingindo 39 pontos, o pior em cinco anos. O acesso a crédito e a margem de lucro foram os mais afetados.

A analista da CNI, Julia Dias, destacou que o encarecimento do crédito para pequenas empresas, consideradas de maior risco, e o aumento dos custos de insumos, influenciado por conflitos globais, pressionam as margens de lucro.

O custo elevado das matérias-primas tornou-se uma das maiores preocupações, saltando para a segunda posição entre os entraves na indústria de transformação. Na construção civil, a preocupação com insumos avançou de 4,1% para 18,1%.

A alta carga tributária continua sendo o principal problema, embora tenha perdido um pouco de força. Juros elevados figuram como o segundo maior obstáculo no setor da construção civil, com a preocupação dos empresários subindo de 30,9% para 37,1%.

A confiança do empresário industrial (Icei) para pequenas empresas atingiu 44,6 pontos em abril, o menor nível desde junho de 2020. O indicador permanece abaixo dos 50 pontos há 17 meses, sinalizando pessimismo predominante no setor.

As expectativas para os próximos meses são cautelosas. O índice de perspectivas marcou 47,4 pontos, indicando uma visão moderada sobre demanda, produção, contratações e investimentos. Parte das empresas ainda vislumbra uma recuperação gradual ao longo do ano.

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