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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Paulinho da Força nega 'jogo combinado' com Moraes em lei de penas após ataque de Flávio Bolsonaro

Paulinho da Força rebate Flávio Bolsonaro após acusações de articulação com STF na Lei da Dosimetria. Deputado afirma que texto foi construído com participação ampla no Congresso.

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Paulinho da Força nega 'jogo combinado' com Moraes em lei de penas após ataque de Flávio Bolsonaro

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) refutou neste sábado (10/05/2026) as acusações do senador Flávio Bolsonaro (PLR-J), que o teria acusado de um "jogo combinado" com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, na elaboração do projeto de lei da dosimetria. A lei, que reduz penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, teve sua aplicação suspensa por Moraes para análise.

Em entrevista coletiva em Florianópolis, Flávio Bolsonaro sugeriu que Moraes, autor do texto aprovado no Congresso, teria direcionado o relator na Câmara. "Foi ele quem interditou o debate no Legislativo, tanto na Câmara quanto no Senado, porque nós queríamos a anistia ampla, geral e irrestrita", declarou o senador.

Em resposta, divulgada nas redes sociais, Paulinho da Força afirmou que o texto foi construído "de forma ampla", com a participação de "todas as bancadas do Congresso Nacional, vários deputados e senadores, incluindo o senador Flávio Bolsonaro". O deputado também mencionou ter ouvido "importantes membros da sociedade brasileira, acolhendo sugestões de diversas correntes políticas".

Paulinho da Força destacou que ouviu os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ressaltando que isso "não significa subordinação do Poder Legislativo à opinião prévia do Judiciário". Segundo ele, o Congresso "agiu com autonomia" na aprovação da lei e na derrubada do veto presidencial.

A controvérsia surge após a suspensão da Lei da Dosimetria por Alexandre de Moraes. A decisão já havia sido criticada por outros pré-candidatos à Presidência, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil), que acusaram o ministro de desrespeitar o Legislativo e a separação dos Poderes. Lideranças da oposição no Congresso articulam uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para anistia "ampla, geral e irrestrita" aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

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